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O que está acontecendo com esse mundo?


O que está acontecendo com esse mundo? (Rev. Bruno Fernandes)

Nesta ultima semana foi noticiado através da mídia mais uma tragédia relacionada à morte de uma criança realizada por uma mãe ao seu próprio filho de poucos meses, como se não bastasse os outros casos registrados anteriormente neste primeiro semestre de 2010. È neste aspecto que surge “a pergunta:” O que está acontecendo com este mundo? Com certa dosagem de convicção e uma outra de espanto eu arriscaria em dizer que estamos vivendo em mundo que se conforma em ser “politicamente correto”, todavia, eticamente destorcido.
Eu me lembro que um dia eu aprendi que a ética é formada a partir de valores comuns a uma sociedade, logo estes valores são voltados para o bem comum de uma massa populacional, não confrontando o bem comum de cada individuo ou grupo estabelecido em determinados seguimentos os espaços próprios.
Percebo a partir de todo este enfoque algumas perdas de valores fundamentais ao desenvolvimento de um projeto consistente de vida, logo Com esta situação constituída temos um fenômeno extremamente cotidiano e doloroso; o que na verdade poderíamos denomina de: “a guerra dos direitos”. Toda família é constituída a partir de bases sólidas como, por exemplo: amor, respeito, compaixão, afeto, carinho, responsabilidades, deveres e cuidado mutuo, hoje o que acontece é a substituição de alguns destes elementos como também as perdas de alguns deles, logo temos uma sociedade com aparência normal e estereotipo comum, todavia interiormente comprometida, sem as devidas bases necessárias, correndo o risco eminente de todo tipo de situação desagregadora em seu núcleo fundamental.
Hoje vivemos em uma sociedade que colhe os frutos das grandes guerras mundiais e não só isto, mas vivemos com as mais diferentes e deturpadas experiências da humanidade, que buscou a qualquer preço seja ele pago através do meio ambiente ou mesmo da exploração humana, conquistar seus troféus de avanço tecnológico. Só para apimentar a questão, quero mencionar o imediatismo do Capitalismo, ou se me permite Ca-petalismo, no que diz respeito à desvalorização do ser humano e a perda da mais nobre de suas instituições a família.

Pois é no final de tudo quem sofre é a família, quem sofre são os indefesos, as crianças os idosos os menos favorecidos. Bem não sou adepto da teologia da libertação, embora eu á admire, no entanto é necessário falar das injustiças e dos relances pertinentes a ela.
O que está acontecendo com este mudo? Bem ele está se transformando, segundo o acumulo de componentes novos a cultura, mas não menos, também está se transformando por causa da saída das grandes bases da humanidade, entre elas o respeito e o amor. Mas também esta se transformando por outros motivos, e na minha análise eu diria que é para pior, por causa da nossa omissão em meio a tantos desafios eminentes.

Creio em uma escatologia aberta, ou seja, naquela em que o futuro é construído a partir das nossas escolhas e principalmente das nossas ações, logo também a espaço para aquilo que já e determinado, no entanto o Nosso Deus continua a nos chamar para a mordomia (cuidado-administração) deste mundo em fase de transformação. Sendo assim a Igreja tem um papel diferenciado, e pro que não dizer, especifica.
Bem, termino como comecei, fazendo a seguinte pergunta: O que esta acontecendo com este mundo? Como ainda existem muitas olhas em branco - quem lê entenda, eu te convido querido leito a refletir sobre esta pergunta e principalmente a sermos igreja de Deus e ajudarmos na transformação, na mudança, no crescimento e alem de tudo, a continuarmos escrevendo uma historia relevante contundente de uma igreja que é de Dons e ministérios, mas principalmente de Discípulos e discípulas e que contribui, não apenas no necessário, mas sim no que é preciso.
Um abraço...
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Qual é a verdadeira marca de um Cristão.


Texto: Cl 3:14 “E, sobre tudo isto, revesti-vos de [amor], que é o vínculo da perfeição”.
Por muito tempo toda a igreja Cristã, mais especificamente os grupos pentecostais, entendeu que a nossa grande diferença em relação ao restante do mundo e da própria Cristandade estava relacionada “a valorização dos Dons do Espírito”, mas precisamente a dom de línguas, todavia gostaria de refletir nesta breve palavra, que é a partir desta prerrogativa que a igreja deixou em muito de influenciar ao mundo, pelo menos no que tange ao seu testemunho relacional e ao seu potencial.
Para começo de conversa os Dons espirituais são de suma importância para a caminhada da igreja, entendo como Dom, a capacitação necessária para a realização de obras especificas, sem os quais tais realizações ficariam impossibilitadas, todavia creio que não podemos nos esquecer do texto de Gl.5-22 ss, texto que relata a primazia da obra do Espírito em nós, gosto muito de relembrar a frase de Jesus que pelo os frutos os conhecereis.
Hoje existe em alguns seguimentos da igreja ou representações da mesma, uma caminhada em prol da busca do Espírito, constituído assim uma busca autentica pelos Dons, busca baseada nas escrituras e fundamentada, entretanto, existe o esquecimento da necessidade de sermos cheios do Fruto, que se manifesta de diversas formas.
O mundo só pode ver de fato a diferença da igreja, quando ela se reveste não apenas do Poder, mas também quando ela tem o Sabor da vida, sabor este provindo do Fruto. Sabor que o mundo necessita, sabor faz toda a diferença.

Deixe me expor uma breve curiosidade: 
Estamos presenciando uma grande explosão “Gospel”, se você gosta, eu também, todavia esta mesma explosão vem acompanhada de alguns grupos sem um rigor ético, e acima de tudo é baseada no vigésimo oitavo livro do novo testamento, é claro que este livro não é canônico, nem ao menos existe, porem é neste” novo livro” que muitos novos movimentos se fundamentam, por exemplo: quando o que importa é o que sentimos, e não o que está escrito, o que vale é derramamento do “Poder” e não a verdade contida na palavra. Este novo livro é ainda reciclável, se não serve aqui é aproveitado ali.

Voltando a nossa pergunta cerne, gostaria de acrescentar que a nossa diferença está no relacionamento, no amor, no compromisso, sendo assim creio ser esta é a nossa grande diferença.
A igreja precisar concentrar suas buscas pelo Deus do amor, pelo Deus que manifesta compaixão e não somente pelo Deus das bênçãos. Bem sabemos que o nosso Senhor é um Deus que abençoa, mas isto é também uma conseqüência, o texto de Dt. 28, fala que eu não correrei atrás de bênçãos são elas é que vão me alcançar, sendo assim, não podemos conceber um evangelho limitado aos interesses, se bem me lembro quem é o Senhor é Deus e não a gente. Portanto é visível nossa responsabilidade como igreja do Senhor de apontarmos e sinalizarmos o reino de Deus.
Somos diferentes quando há em nós mudanças que nós mesmos percebemos, eu preciso ser diferente não é para o outro, por que sendo assim é apenas uma mudança exterior, eu preciso é ser diferente integralmente, e isto se dá através da concepção gerada pelo amor de Deus e pelo reconhecimento que eu mesmo tenho, “o amo de Deus nos constrange”.
È fato que precisa ser eminente esta mudança, o texto aponta “sobre tudo” já não cabe espaços para adaptações ou mesmo uma abordagem mais suave, cabe simplesmente a obediência à instrução.
É evidente que ser diferente também não dever ser tornar o objetivo final, mas sim o de sermos revestidos, logo, quem é revestido de amor, caminha para a perfeição, e na perfeição não existe diferença.
Termino dizendo que somos chamados para sermos sal da terra e luz do mundo, todavia existe algo antes disto, nós também somos chamados a servos mansos e humildes de coração, ou seja, sermos revestidos do fruto essencial à vida e a promoção dela. O amor.



Um abraço,


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Bruno Fernandes | by TNB ©2010