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As razões dos não-dizimistas

1As razões dos não-dizimistas

A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:

1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).

2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:

I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.

II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?

III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.

IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?

V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.

VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.

VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?

VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?

CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes.
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JONAS E CADA UM DE NÓS.

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JONAS E CADA UM DE NÓS (II) -- Oswaldo Jacob)

Jonas 1.1-17
 Introdução:  
a) Temos a mesma tendência de Jonas, profeta de Deus. Quantas vezes desobedientes! 
b) O capitulo 1 mostra o chamado, a fuga do profeta culminando com  o tratamento de Deus. Deus tem prazer quando somos, à semelhança de Seu Filho, obedientes. 
c) Mas Jonas começou a cair quando decidiu mudar de rumo, de direção.
d) Há três lições básicas que precisamos aprender com o texto.
1. O PROFETA RECEBE A MISSÃO, INCUMBÊNCIA DA PARTE DE DEUS DE IR E ANUNCIAR A SUA PALAVRA AOS NINIVITAS, vv.1,2.
1.1. Ordem não é para ser discutida, mas cumprida, obedecida. Nós não somos voluntários. Vocês já viram escravos voluntários?
1.2. Jonas ouviu a Palavra do Senhor. O que significa ouvir? Qual é a diferença para escutar? O desafio é ouvir – atenção, reflexão e ação.  
1.3. A ordem foi muito clara (v.2). Deus ouve, vê e age. O nosso Deus não é letárgico, acomodado, preguiçoso, insensível. Ele trabalha para aqueles que nEle esperam. 
2. O PROFETA DESOBEDECE E FOGE DA PRESENÇA DO SENHOR E VAI PARA UMA CIDADE NA ESPANHA, v.3.
2.1. O homem é especialista em fuga: de si, do próximo e de Deus. Ele sempre arruma justificativas para fugir. 
2.2. A passagem para outro lugar é mais cômoda. É a passagem para longe da vontade de Deus. A passagem para fazer a sua vontade. É a passagem de uma embarcação confortável, do seu próprio ego centralizado. . 
2.3. Paulo nos diz que Demas o abandonou amando o presente século (2 Tm 4.10). Muitos membros de igreja estão amando mais o mundo. Em vez da Igreja invadir o mundo com a mensagem do evangelho, é o mundo que está invadindo a igreja com todo seu sistema escravizador.  
 
3. O PROFETA É DISCIPLINADO (TRATADO, CORRIGIDO) PELO SENHOR, vv.4-17. 
3.1. O Senhor sempre tem os Seus caminhos, as Suas estratégias para fazer valer a Sua vontade; Ele envia uma fortíssima tempestade. Deus corrige aos que Ele ama (Hb 12.5-8). Ele nos corrige para nos colocar no rumo certo. 
3.2. Precisamos traçar aqui os caminhos de Jonas e de Paulo e as duas tempestades. Enquanto Paulo estava no navio por causa do evangelho, Jonas estava no navio por causa da sua fuga, dos seus caprichos. 
3.3. Podemos ver no verso 5 o contraste entre Jonas e os marinheiros no barco. É mais fácil estar no porão da insensibilidade, da inércia, do sono profundo. 
3.4. O profeta leva uma repreensão do capitão do navio (v.6). Há um componente religioso aqui. 
3.5. No verso 7, Deus manifesta claramente a Sua vontade quanto à fuga do profeta por meio de uma espécie de sorteio. Deus é sempre Soberano. 
3.6. Jonas é confrontado (v.8). Nos versos 9 a 14 há uma luta muito grande. Eles queriam evitar jogar Jonas no mar. O próprio Jonas, porém, confessou e pediu que o jogassem no mar (vv.12,15). O profeta teve uma consciência muito forte da justiça e do juízo de Deus.  
3.7. Houve um grande temor entre os homens (v.16). Onde Deus se manifesta sempre há reações de temor e quebrantamento. 
3.8. Jonas foi engolido por um grande peixe e lá ficou três dias e três noite no seu ventre (v.17). Aqui temos o sinal do profeta Jonas citado por Jesus em Mateus 12.38-41. Jesus faz uma aplicação fantástica aqui. É o arrependimento, a fé e a obediência em relação a Cristo, a Sua obra perfeita na cruz e na ressurreição. 
Conclusão: 
1. Nós temos da parte de Deus uma missão sublime: Anunciar Cristo e este crucificado e ressurreto.
2. O Pai nos desafia a ser obedientes. Não a nossa vontade, mas a dEle.  
3. Temos a tendência de fuga para fazermos a nossa vontade em detrimento da vontade de Deus.
4. Por nos amar tanto, Deus trata de nós, nos corrige, nos coloca no rumo da Sua vontade, para que O sirvamos e O glorifiquemos em Jesus Cristo, Seu Filho.


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Os cinco sinais antes da queda. A queda de uma igreja passa por cinco estágios nem sempre fáceis de perceber.


A queda de uma igreja passa por cinco estágios nem sempre fáceis de perceber

Um pouco antes de terminar meus estudos em teologia, fui convidado para pastorear uma congregação no sul do Illinois, nos Estados Unidos. Aquele foi meu primeiro grande despertamento para as realidades da liderança pastoral – e uma experiência um tanto desconfortável.
 
As habilidades ou dons que levaram a congregação a me convidar a ser seu líder espiritual foram, provavelmente, meu entusiasmo, minha pregação e minha aparente habilidade – mesmo sendo ainda jovem – em alcançar pessoas e fazê-las sentirem-se cuidadas. O que não havia sido mencionado era o fato de aquela congregação estar desiludida devido a uma terrível divisão provocada pelo pastor anterior, que encorajou um grupo de cem pessoas a sair com ele para formar outra congregação. E bastaram apenas alguns meses para que eu percebesse que entendia muito pouco sobre liderar uma organização com aquele tamanho e complexidade, e ainda por cima, tão ferida. Com meus 27 anos, eu estava completamente perdido. Passara meus anos no seminário pensando que tudo que alguém precisava para liderar era uma mensagem carismática e uma visão encorajadora, e tudo o mais na vida da igreja seria perfeito. Ninguém havia me falado sobre grupos a serem dirigidos, equipes esperando resultados e congregações precisando ser curadas. Há quem tenha bom conhecimento de como conduzir uma comunidade cristã. Eu não tinha.

Foi naqueles dias de angústia que fui apresentado ao meu primeiro livro de liderança organizacional, The Effective Executive (“O executivo eficiente”), de Peter Drucker. Ali, percebi como as pessoas estão dispostas a alcançar objetivos que não podem ser atingidos. Aquele livro, provavelmente, me livrou de um nocaute no primeiro round em minha vida como um pastor. Desde aquela época, mais de quarenta anos atrás, incontáveis outros autores tentaram aprimorar os insights de Drucker. E nenhum deve ter tido mais sucesso nessa tarefa quanto Jim Collins. Não sei se ele tinha pessoas como eu em sua mente quando ele escreveu seus livros, mas muitos de nós, engajados ou não no trabalho pastoral, aprendemos muito com ele.

Recentemente, Collins e seu grupo de pesquisadores escreveram uma obra menor, com o nome How the Mighty Falls (ainda sem titulo em português), que segundo ele começou como um artigo e terminou como um livro. Collins afirma que foi inspirado em uma conversa durante um seminário, no qual alguns poucos líderes de setores tão diversos como o militar e o de empreendimentos sociais reuniram-se para explorar temas de interesse comum a todos. O tema era a grandeza da América e os riscos desse gigantismo. O receio geral era de que o sucesso encobrisse o perigo e os alertas do declínio. Saímos de lá pensando em como seria possível perceber que uma organização aparentemente saudável enfrentava sérios problemas.

Parece ser cada vez mais real o fato de que grande parte dos líderes desconhece o problema vivido na sua organização. Em seu livro, Collins identifica cinco estágios no processo de derrapagem de uma instituição. O primeiro é a autoconfiança como fruto do sucesso. “Prestamos um desserviço a nós mesmos quando estudamos apenas sobre o sucesso”, afirma Collins. Uma pesquisa e análise acerca de empreendimentos, até mesmo na literaturas de liderança eclesiástica, mostra que poucos livros investigam as raízes do fracasso. Parece que existe no segmento cristão a presunção de que o sucesso é inevitável, razão pela qual não se torna necessário considerar as possíveis consequências de uma queda.

A confiança exagerada em si mesmos, nos sistemas que criam ou na própria capacidade para resolver tudo faz com que os líderes não enxerguem seus pontos de fraqueza. Subestimar os problemas e superestimar a própria capacidade de lidar com eles é autoconfiança em excesso. A ganância e a busca desenfreada por mais é outra das principais situações que derrubam um grupo ou organização. Geralmente, quando se entra nesse processo descontrolado, abandonam-se os princípios sobre os quais a entidade foi constituída.

A busca pelo crescimento exagerado é o segundo estágio que antecede a derrocada, seja de uma organização secular ou de um ministério cristão. Muitos líderes tornam-se cegos pelo êxtase do expansionismo. Constantemente surge uma necessidade em tais líderes de mostrarem-se capazes, e eles não conhecem outra forma de fazer isso que não seja tornando seus empreendimentos maiores, independente das consequências. É a incessante idéia de que tudo tem que crescer e crescer. Todavia, impressiona o fato de que acobrança de Jesus aos seus discípulos estivesse relacionada à necessidade de fazer novos discípulos, e não de construir grandes organizações. Ele parecia saber que discípulos bem treinados em cada cidade e povoado dariam conta de conduzir o movimento cristão de forma saudável. Talvez Jesus temesse exatamente o que está acontecendo hoje: a sistematização do movimento cristão, sua centralização e expansão tão somente para causar uma impressão.

O terceiro estágio de declínio identificado por Collins é desencadeado quando líderes e organizações ignoram ou minimizam informações críticas, ou se recusam a escutar aquilo que não lhes interessa. A negação dos riscos é um perigo iminente – e riscos não levados a sério são justamente aqueles que, posteriormente, causam grandes estragos na organização. É preocupante, para Collins, quando organizações que baseiam suas decisões em informações inadequadas. Em meu ministério de liderança, cedo aprendi a temer conselhos que começam com expressões como “Estão dizendo” ou “O pessoal está sentindo”. Prefiro valorizar dados precisos, vindas de pessoas confiáveis, sábias, que se engajam na tarefa de liderar a comunidade com sensatez. Isso nos possibilitou caminhar ao lado de gente que jamais imaginávamos que caminharia conosco. Nada me foi mais valioso do que receber, delas, informações que me ajudaram a conduzir minha congregação.

O estágio quarto começa, escreve Jim Collins, “quando uma organização reage a um problema usando artifícios que não são os melhores". Ele dá como exemplo uma grande aposta em um produto não consolidado, o lançamento de uma imagem nova no mercado, a contratação de consultores que prometem sucesso ou a busca de um novo herói – como o político que vai salvar a pátria ou o executivo que em três meses vai tirar a empresa do buraco. Eu me lembro de épocas nas quais eu estava desesperado por vitórias que fariam com que minha igreja deixasse de caminhar na direção em que estava caminhando – para o abismo. 

Ao invés de examinar o que nossa congregação fazia nas práticas essenciais de serviço ao povo, centrada no serviço a Cristo, fui tentado a me concentrar em questões secundárias: cultos esporádicos de avivamento, programações especiais, qualificação de nossa equipe de funcionários. Hoje eu vejo o que tentei fazer: promover salvação de vidas através de publicidade, uma grande apresentação o um excelente programa. Graças a Deus, aprendi – assim como aqueles ao meu redor – que artifícios assim não funcionam. O que funciona é investir em pessoas, discipulá-las, conduzi-las a Jesus e adorá-lo em espírito e em verdade, fazendo com que as coisas estejam em seu devido lugar.

Collins menciona ainda o estágio cinco da decadência, que é o da rendição. Se as coisas saem do eixo organizações como igrejas tendem a perder a fé e o espírito. Penso que o templo em Jerusalém deve ter ficado dessa forma quando Jesus se retirou de lá e disse que não voltaria àquele lugar. Ele estava antecipando o dia, que estava por vir, quando não restaria pedra sobre pedra ali. Não muito tempo atrás, eu estava em frente ao templo de uma igreja no País de Gales. Na porta, estava a seguinte placa: "Vende-se". Uma outra placa indicava que aquele prédio havia sido construído no período do grande avivamento britânico, no século 18. Agora, o prédio estava escondido entre a vegetação, completamente abandonado.

Quando começa a morte de uma organização? Quem perdeu os sinais que indicam vida? Quem abandonou os princípios essenciais? Quem não entendeu as informações? Quem está correndo, completamente perdido no meio da multidão, sem saber pra onde ir? Essas são boas perguntas. Se ignoradas, a igreja cairá.
 
 
fonte: Texto publicado na Revista Cristianismo Hoje 
 
Gordon MacDonald é editor da revista Leadership
First published in Leadership Journal, copyright © 2010.
Used by permission, Christianity Today International
Tradução: Daniel Leite Guanaes
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Estresse no ministério pastoral atinge 50% dos clérigos.


Quem nunca teve um dia de estresse no trabalho? Quando este tema vira rotina e os sintomas se tornam crônicos é preciso ficar em alerta.
 
Quando o assunto é o estresse em clérigos/as é mais grave ainda porque estes se sentem responsáveis por uma gama de atividades e funções. Quando não dá para desempenhar todas as funções, automaticamente surge a cobrança pessoal.
 
Se o trabalho se transforma em um tormento, você pode estar sofrendo aSíndrome de Burnout, um distúrbio psíquico causado por esgotamento físico e mental intenso, associado ao trabalho.
Isso sugere que quem tem esse tipo de estresse sente-se consumido, física e emocionalmente, e começa a apresentar comportamento agressivo e irritado.

A matéria que você está lendo se refere ao estresse na vida dos clérigos/as. Para tal, a redação do Expositor procurou o psicólogo e pastor, Cesar Roberto Pinheiro, que fez seu mestrado na PUC – Campinas. O pastor Cesar entrevistou 74 pastores/as da 3ª Região Eclesiástica para chegar aos dados precisos do nível de estresse em clérigosas metodistas. O resultado do nível de estresse das pessoas pesquisadas foi maior, percentualmente, que o nível da população de São Paulo, ou seja, 50 por cento para os pastores/as e 35 por cento para São Paulo. Isso é preocupante! Também procuramos o pastor e psicólogo, Josias Pereira, que tem uma ampla experiência em psicologia clínica e pastoral e, por fim, o ex-professor titular da faculdade de teologia e pastor aposentado, rev. Ronaldo Sathler Rosa, por agregar uma larga experiência na área do cuidado pastoral.

Na pesquisa realizada pelo pastor Cesar, ele identifica que os pastores em geral têm uma grande dificuldade para lidar com esse tipo de tensão, pois o trabalho pastoral “constituiui-se em um dos mais polêmicos da sociedade, exigindo um conjunto de qualidades e responsabilidades, às vezes, muito acima do que é exigido em outras profissões como, por exemplo: integridade ética e moral; equilíbrio emocional em todos os momentos; conduta exemplar; conhecimento em diversas áreas (musical, administrativa, legal, relacional); dedicação exclusiva; proximidade relacional (costuma-se dizer no meio eclesial metodista que ‘o pastor/a precisa ser um amigo/a’); saúde física plena (‘o/a pastor/a não pode ficar doente’); e senso de empatia”. 
 
O serviço pastoral, então, gera estresse? Ao citar alguns pesquisadores da área do estresse ocupacional, Cesar Pinheiro, afirma que “qualquer tipo de trabalho possui agentes potencialmente estressores para o indivíduo”. Nesse sentido, “o trabalho pastoral também está sujeito ao estresse. Os dados obtidos indicam que 50 por cento da população pastoral metodista [dentre 74 clérigos(as) entrevistadas], tende a estressar-se no exercício do ministério. Este percentual obtido é sobremaneira elevado, considerando-se dados de pesquisas recentes sobre o tema.
 
De acordo com o estudo realizado pela dra. Marilda Lipp, do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos de Stress, da PUC-Campinas, a média do nível de stress na cidade de São Paulo é de 35 por cento. Logo, a presença de estresse na amostra pesquisada encontra-se significativamente acima da média da população geral de São Paulo e isto é muito preocupante”. Vale ressaltar, também, a orientação do psicólogo Josias Pereira: “uma pessoa estressada afeta as outras com as quais convive, dispersando o seu mal estar entre os demais, pois o relacionamento inter e intrapessoal é altamente afetado”, portanto, o estresse pode interferir no lar.


Período mais estressante

Para Cesar, o período mais estressante no ministério está entre os primeiros cinco anos. Ele afirma: “De acordo com minha pesquisa, os primeiros 5 anos do ministério pastoral tendem a ser os mais estressantes. Dentre a amostra estudada, 50 por cento relatou que os primeiros cinco anos foram os mais estressantes no ministério pastoral. Cabe destacarmos, ainda, que parte do grupo (17 por cento) referiu o período entre 6 e 10 anos como o mais estressante do seu ministério”.
 
Para Josias Pereira, sua experiência pastoral e psicológica indica que não é somente no início do ministério que o estresse atinge o pastor/a, mas também quando este se aproxima da aposentadoria: “a rigor não podemos situá-lo no início do ministério, pois tudo depende muito das condições pessoais e circunstanciais, bem como das contingências. No entanto, a experiência indica que o stresse é mais provável nos primeiros anos de ministério e nas proximidades da aposentadoria, talvez pela insegurança do porvir, que também se apresentam com frequência em outras atividades”, e acrescenta: “quanto maior convicção do chamado divino, menor é o risco de estresses, pois o principal fator determinante são os conflitos de valores, embora esteja sempre inconsciente, pois, quando conscientizados, os sintomas podem ser resolvidos”.

Também neste sentido é reveladora a pesquisa de Roseli Margareta K. de Oliveira que aponta, em sua dissertação de mestrado, numa pesquisa envolvendo 38 pastores da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) que, o nível de estresse está presente nos primeiros cinco anos do ministério; inclusive, alguns dos pastores entrevistados pela pesquisadora, já se encontram com a síndrome de Burnout, ou, como define o psicólogo Josias Pereira, “o esgotamento nervoso”. Se você é uma pessoa extremamente exigente e perfeccionista e que não mede esforços para atingir bons resultados, é preciso tomar cuidado, pois essas pessoas são as mais vulneráveis à síndrome. 



Sintomas mais frequentes

Os sintomas mais presentes, de acordo com Cesar Pinheiro, são definidos da seguinte forma: “sintomas físicos, como por exemplo, dores de cabeça, boca seca, tensão muscular, entre outras; sintomas psicológicos: ansiedade, vontade de fugir de tudo, hipersensibilidade emotiva...; sintomas físico-psicológicos (quando ambos os anteriores estão presentes). Desta forma, ao verificarmos a prevalência de sintomas, descobrimos que 48,65 por cento do grupo com estresse, apresentou sintomas psicológicos (com predominância entre as mulheres), 37,84 por cento, sintomas físicos e 13,51 por cento, estavam entre aqueles com ambos os sintomas. Um detalhe significativo é que, dentre as mulheres participantes da pesquisa, o segmento das clérigas casadas revelou maior índice de estresse (78,5 por cento) em relação às clérigas solteiras (45,45 por cento)”.

Para Josias Pereira podem-se considerar “os sintomas em função de suas consequências, isto é, há manifestações somáticas que são graves, porém, não apresentam urgência, pois suas consequências ocorrem a longo prazo, tais como fenômenos digestivos ou dermatológicos e outros tantos. Já as agudas são as crises circulatórias ou cardíacas, são os casos de AVC’s (acidente vascular cerebral, isto é, derrame cerebral ou infarto cerebral), que exigem atendimento com muita urgência, pois qualquer demora pode ser fatal”. Entretanto, ressalta o pastor, “é bom saber que, para todos estes casos, a prevenção ainda é o melhor remédio”.


Principais estressores ocupacionais em clérigos/as

A pesquisa realizada pelo psicólogo Cesar Pinheiro revela dados surpreendentes, pois os os três maiores e mais importantes estressores em clérigos/as, foram: “preocupação com a educação dos filhos frente às mudanças de residência; ter que se sujeitar ao processo de nomeação pastoral e, por fim, ter que negociar os subsídios pastorais com a administração da Igreja”. Além do mais, as mulheres casadas tiveram um maior índice de estresse, possivelmente, “por estar relacionado aos múltiplos papéis sociais que elas precisam assumir, principalmente com respeito à vida pessoal”, conclui Cesar.

Acúmulo de funções também pode ser uma fonte de estresse, pois, mesmo que a pessoa dê conta de realizar os trabalhos que lhe são designados, “quando ele não é reconhecido, a satisfação acaba se transformando em compulsão. Isso leva ao esgotamento, depressão ou transtornos ansiosos", como define a psicóloga Fernanda Elpes Nakao em uma entrevista pulicada na Revista Vida e Saúde, em setembro de 2009.


Dicas de como prevenir o estresse

Existem meios de prevenir o estresse? O pesquisador Cesar Pinheiro dá algumas dicas: “É preciso considerar alguns aspectos importantes no controle e prevenção do estresse: alimentação, descanso, exercícios físicos, apoio psicológico e o cuidado pastoral”. Cesar afirma, ainda, que “a fé é um aliado poderoso no processo de enfrentamento do stress”.

O professor Ronaldo Sathler Rosa afirma que “a prática rotineira de atividades físicas, devidamente orientadas e ajustadas à condição particular de cada um, é fator positivo para a eliminação de cansaços desproporcionais e para o equilíbrio da personalidade. A vida sedentária atinge, obviamente, o humor, a vitalidade e pode comprometer o exercício prudente e responsivo do ministério pastoral”. O professor lembra, ainda, que “em nossa cultura brasileira os homens, em geral, não dão muita importância ao aspecto preventivo para o seu próprio bem-estar integral. O ‘cuidar de si’, tanto corretiva como preventivamente, é condição para ‘cuidar de outrem’, por meio do cuidado pastoral”.

Sathler conclui que outro fator que contribui para que não se dê maior atenção à saúde entre pastores, “é a ausência de uma Teologia da Saúde: a saúde considerada como inserida na mensagem cristã da salvação. Não se restringe, portanto, às curas das patologias individuais e da sociedade. A mensagem da salvação visa a criação de novo modo de vida, de renovação da mente, de novas atitudes, em linha com os ensinamentos das Escrituras. Uma causa provável da pouca atenção da teologia sobre a saúde, deve-se à ênfase unilateral na ‘união da alma com Deus’. O corpo, é, então, ignorado. Sofre a alma com o corpo danificado; sofre o corpo com a alma ferida!”.


Algumas regrinhas básicas para evitar o estresse:

Peça ajuda para resolver os problemas; fragilidades. Não tenha medo ou receio de expô-las; repense se você é uma pessoa perfeccionista. Ninguém consegue ser perfeito em tudo e controlar todas as situações; jamais se sobrecarregue, delegue funções; mantenha organizada sua rotina de trabalho, como por exemplo, horários para ler e responder e-mail’s, estudo, visitação; separe a sua folga pastoral para a família; desfrute do lazer, atividade física e vida social. Enfim, a vida de qualquer pessoa, independente de ser clérigo/a ou não, precisa de um equilíbrio entre o prazer e as obrigações. Essa seria, em nossa conclusão, o segredo para uma vida saudável, tanto pastoralmente profissional como pessoal.

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.
(Membro na 4ª RE e Comissionado na 3ª RE para a Assessoria de Comunicação da Igreja Metodista, pr. Em Vila Planalto, SBC)
 
Fonte: http://dialogopastoral.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11:estresse-no-ministerio-pastoral-&catid=10:2010&Itemid=5 
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Conheça os Exterminadores de Riquezas: Excelente Palavra: Missionária Simone Curty.


Conheça os Exterminadores de Riquezas
TEXTO:
Joel 1:4 - “O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor”.

Malaquias 3:8 – “Roubará o homem a Deus?” Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.
Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.
Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.
Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Introdução: Por que muitos filhos de Deus não prosperam?

I- GAFANHOTO CORTADOR (LAGARTA): Permanece 24 horas por dia na vida da pessoa que não é fiel à Deus nos dízimos e ofertas. Tem o poder de comer e cortar parte das riquezas, bens e salário: Tudo o que você ganha mensalmente, uma parte pertence a ele. O cortador se alimenta por meio do cigarro, da bebida, dos jogos de azar e de remédios, transformando a casa da pessoa numa verdadeira farmácia. Esta legião de demônios está na casa, no carro, nos eletrodomésticos, fazendo você gastar com coisas que não edificam. Dinheiro este jogado fora, todo mês, em reparos e consertos de equipamentos. E a pessoa  pensa que está tudo bem!

II- GAFANHOTO MIGRADOR (GAFANHOTO): É a legião de demônios que não age constantemente sobre seu patrimônio, suas riquezas e seus bens. O migrador vem de mês em mês, de dois em dois meses ou em períodos alternados. Quando ele chega, dá um prejuízo que você não contava e nem esperava. Esta legião trabalha voando por aí, causando perdas com despesas, deixando-o arrasado e revoltado.

III-GAFANHOTO DEVORADOR (LOCUSTA): É uma legião de demônios arrasadora que se manifesta na vida de uma pessoa, Provocando fome, perda de bens sem nenhuma explicação e leva em pouco tempo sua vida à miséria e dor. A vítima desta legião, só fala sobre suas misérias, seus prejuízos, desgraças e coisas ruins. Vive mendigando com todos os que a rodeiam. Estes demônios levam a pessoa ao alcoolismo, insônia e ao lamento constante.

IV-GAFANHOTO DESTRUIDOR (PULGÃO): É a legião assassina. Induz o homem a se suicidar. Provoca desastres seguidos de morte. É opressora e faz com que muitos pulem de prédios, se joguem na frente de carros e assim, morram esmagados, por causa do desespero das dívidas e prejuízos. Por onde ele passa, semeia morte, pânico, medo e pavor. Quando ele age, normalmente, a notícia corre o mundo inteiro, causando uma enorme repercussão.

V- Mas Deus nos restitui através de uma mudança de postura. (Joel 2.13-19)
- Deus nos manda Buscar, Clamar, Humilhar, Adorá-lo; que Ele mudará a nossa história.
- Ele enviará de volta O Cereal, O vinho e o Óleo, e deles seremos fartos.
- Ele Restituirá os anos que foram consumidos pelos gafanhotos cortador, migrador e destruidor. Tudo o que perdemos durante este período será restituído.

VI - E onde está a restituição do que o devorador roubou?

Malaquias 3.10-11. Deus repreende o devorador através da nossa fidelidade nos dízimos e ofertas em sua casa.

Joel 2. 23-27.Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia.  As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo.
Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.  
Comereis abundantemente, e vos fartareis, e louvareis o nome do SENHOR, vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado.  
Sabereis que estou no meio de Israel e que eu sou o SENHOR, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado.

Conclusão: Se você conheceu esta verdade, não se deixa ser EXTERMINADO!! Obedeça ao Senhor e Prospere em tudo o que fizeres. Leia Deuteronômio 28.1-15. E que esta palavra seja profética para sua vida.  

Simone Curty 
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